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continuação do post anterior...
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(...) O oceano está continuamente alcançando-o em pequenas nascentes. Na verdade, se você não tirar água do poço, ele morrerá, porque as nascentes não serão mais necessárias e ficarão bloqueadas. Não sendo usadas, elas perderão a sua função, e a velha água se tornará estragada e morta, talvez venenosa. É bom para o poço que sua água seja tirada. Quanto mais água você tirar, mais correntes de água fresca chegarão ao poço. O poço não está desconectado da existência.
Certamente o seu coração é um poço. Se ele for mantido fechado, você não captará a energia do universo fluindo para você. Continue se esvaziando e você ficará surpreso: quanto mais se esvaziar, mais cheio você ficará.
Por isto é que Gautama, o Buda, enfatiza a palavra shunya, zero. Torne-se um zero! Se você quiser tornar-se cheio, a sua mensagem é, simplesmente se torne vazio, um nada, só espaço, puro espaço, um espaço sem limites contendo nada. Apenas esvazie-se totalmente e, você não será capaz de acreditar, um milagre acontece.
Quando você está totalmente vazio, a existência toda entra em você. Todas as estrelas estão dentro de você, assim como o sol e a lua. De repente você se vê tão vasto quanto o universo.
Ser nada é a única maneira de ser tudo. Ser ninguém é a única maneira de ser divino. O vazio traz o divino.
E não se preocupe com seu amor ficando perdido; nada jamais é perdido. O mundo sempre contém a mesma quantidade de tudo, nem mais nem menos. Isso agora é um fato científico: não existe um simples átomo a menos ou a mais do que o que sempre existiu. A quantidade do universo permanece absolutamente a mesma, pois de onde alguma coisa nova pode vir? A existência compreende tudo, não existe 'algum outro lugar'. E para que outro lugar qualquer coisa pode ir? Não existe outro lugar para se ir, assim, nada jamais é perdido. Talvez possa demorar um pouco mais para se alcançar a pessoa certa, mas sempre se alcança.
Cante a canção e não se preocupe! Ela alcançará a pessoa certa no tempo certo. Se não for hoje, será amanhã, se não for nesta sua vida, então em algum outro tempo. Mas ela alcançará, com certeza. Ela sempre encontra a pessoa certa que pode absorvê-la. Simplesmente cante a canção. Não se preocupe com quem ela irá alcançar; toda a sua preocupação deve ser: cantar com totalidade, e isso é tudo. Mais do que isso, não é exigido de ninguém. Não lhe cabe saber se ela será ouvida ou não.
Quando uma flor nasce no meio de uma selva, ela não está preocupada se alguém vai passar por ali, 'para conhecer a linda fragrância que ela está liberando', ela simplesmente libera a fragrância. Se ela alcançar alguém para cheirá-la, ótimo; se ela não alcançar, qual o problema? A flor desabrochou, ela se ofereceu ao universo. Agora fica por conta do universo fazer o que quiser com ela.
Nada jamais é perdido, desviado ou rejeitado.
Mas as pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se sua expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.
O pássaro cuco ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante - você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.
Simplesmente abra o seu coração, Tom Cassidy. E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
Quando eu comecei a cantar a minha canção, não havia ninguém para ouvi-la. Depois as pessoas começaram a chegar. Eu fiquei surpreso: como elas ouviram? Por que essas pessoas continuam vindo? De todas as direções, de todo o mundo as pessoas começaram a vir. Como você chegou aqui? E eu não estava esperando que alguém viesse. Eu estava simplesmente cantando a minha canção, eu estava desfrutando isso.
Há poucos dias um sannyasin perguntou, 'Osho, eu tive um sonho: eu estava sentado sozinho no Buddha Hall e então você chegou. Você sentou-se na cadeira e eu fiquei muito intrigado porque eu estava só e não havia mais ninguém no Buddha Hall, todo ele estava vazio. E eu estava preocupado com o que você iria fazer.'
Não precisa se preocupar, eu farei a minha parte. Eu não posso deixá-lo só. Eu falarei para você por uma hora e meia continuamente. E você também não pode escapar. Quando há muitas pessoas, umas poucas conseguem escapar, mas se você está sozinho, para onde poderá ir? Eu seguirei você! Sem pessoa alguma, ainda que você não esteja lá, eu estarei sozinho no Buddha Hall, eu cantarei a minha canção.
Tente isso um dia! Eu ainda contarei minhas piadas e se não houver ninguém para rir delas, eu mesmo rirei. Se não for da piada, porque eu já a conheço, estarei rindo do fato de não ter ninguém lá e, ainda assim, eu estar contando uma piada! Que ridículo!
Tom, não se preocupe.
Você diz: Minha essência é como uma flor delicada...
Então, permita que ela assim seja! Ela é bela, ela é uma flor delicada. Permita que os outros também participem de sua fragrância, permita que os outros também bebam de sua fonte. Logo a flor morrerá, à tardinha ela já terá ido. Assim, não a esconda, pois mesmo se escondê-la, você não conseguirá salvá-la. De manhã, a rosa abre suas pétalas, ao final da tarde as pétalas definham e a rosa se vai. Antes que ela se vá, permita que ela seja compartilhada. Deixe que as abelhas venham e façam o zumbido, deixe que os pássaros cantem, deixe que as crianças brinquem ao seu redor. Deixe todo mundo se alegrar! Do contrário, você estará morrendo sem estar realizado.
Ela é uma flor delicada, mas quanto mais delicada for, mais rapidamente ela tem que se abrir à existência, ela não pode esperar pelo amanhã - talvez ela não esteja aqui amanhã.
E você está preocupado: se ela florescesse num terreno errado... Não há terreno errado em lugar algum. Na verdade, se uma rosa consegue florescer num deserto, aquele será o mais belo terreno e ela será uma rosa excepcional. Se ela puder desabrochar entre pedras, então aquela rosa deve ser um Buda, não menos do que isso; um Cristo, não menos do que isso. Num terreno adequado, num jardim, as flores comuns desabrocham, mas as flores extraordinárias desabrocham também entre as pedras e no deserto. Assim, não se preocupe com o terreno e não se preocupe que ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída.
Tudo que nasce será destruído, por isso, antes que ela seja destruída, permita que ela tenha a sua dança.
E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
Todo tempo e todo lugar é o lugar certo! E porque você está aqui neste momento, permita que este seja o lugar. Onde você poderia encontrar um espaço melhor, com pessoas mais bonitas, mais receptivas, mais amorosas do que estas que estão à sua volta neste Buddhafield?
Tom Cassidy, você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca!"
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨Abra o seu coração¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Osho,
Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância, separado e isolado, e, assim, eu tenho estado protegido das pessoas e situações.
O meu medo mais íntimo sempre foi o de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando e seria perdido, desviado ou rejeitado.
Minha essência é como uma flor delicada e se ela florescesse num terreno errado ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. Este é o meu medo. Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
"Tom Cassidy,
Este é um dos medos mais básicos de todos os seres humanos. Este é o medo que tem dado origem aos monges e às freiras. Todo o passado da humanidade foi dominado por esse medo, como um câncer da alma.
Parece muito lógico que, se você compartilhar o seu amor, ele será desperdiçado e logo você ficará infeliz. Essa é a lei comum da economia: se você quiser ter mais dinheiro, não o compartilhe, seja miserável. Ganhe o tanto que você conseguir e dê o mínimo possível. Somente assim você consegue acumular e ficar rico.
Isso é verdadeiro no que se refere ao mundo exterior, mas é absolutamente falso quanto ao mundo interior; ali funciona uma lei totalmente diferente. A lei interna é: se você não dá, você perde; se você dá, você conserva. Quanto mais você dá, mais você tem. Quanto menos você dá, menos você tem. Se você não der nada, nada terá, ficará completamente vazio, um túmulo, e dentro do túmulo não há qualquer possibilidade de uma flor desabrochar. As flores necessitam do sol, da chuva, do vento, das estrelas, do céu, dos pássaros. Por mais delicada que ela seja, ela necessita abrir-se para a existência. Em tal abertura, a fragrância é liberada, o esplendor que estava preso é liberado.
Tom, você é basicamente um monge. A palavra monge é significativa; ela quer dizer 'aquele que vive uma vida solitária', aquele que vive uma vida sem relacionamentos, sem relações, sem amar, sem compartilhar; aquele que vive uma vida sem janelas, fechado por todos os lados, completamente fechado em si mesmo devido ao medo de que, se abrir, quem sabe o que acontecerá com seu coração sensível, com seu delicado ser interior? Ele tem medo de rejeição, medo de situações, medo do desconhecido. Ele se agarra a si mesmo, mas esse agarrar só lhe traz morte. Ele pode seguir arrastando-se por anos, mas isto não é vida, isto é suicídio lento.
A própria palavra monge quer dizer aquele que decidiu viver uma vida solitária. Da mesma raiz vem monastério, onde as pessoas vivem solitariamente. Da mesma palavra vêm outras como monopólio, monotonia, monogamia.
Tentar viver por si mesmo, desconectado dos outros, é a idéia mais perigosa que alguém pode ter, e uma vez que ela começa a tomar um colorido religioso, fica muito difícil livrar-se dela, pois ela satisfaz o seu ego, ela alimenta tudo o que é errado em você e destrói tudo o que é belo em você.
Dentro de um túmulo não há qualquer possibilidade de rosas desabrocharem, mas existe a possibilidade de cobras, escorpiões e aranhas; tudo o que é feio e venenoso. Se o túmulo está completamente fechado, o seu próprio ar se torna veneno.
E milhões de pessoas estão vivendo a vida de monges e freiras. Elas podem não ter ido para o monastério, elas podem estar vivendo com suas esposas e filhos, mas estão fechadas. Eles podem estar vivendo no mundo, mas se protegendo muito, sempre cautelosas e calculando, para que suas vidas não tenham qualquer alegria, dança ou canção.
É preciso um pouco de coragem para fazer da vida uma celebração.
Você diz, Tom: Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância...
Você tem sido um suicida! Vida significa estar junto, com a existência, com as árvores, com os rios, com as pedras, com as pessoas, com os animais, com tudo o que é. A única maneira de tornar a sua vida rica é relacionar-se com ela multidimensionalmente. Quanto mais você se relaciona, mais multidimensional você é, mais rico você é, mais você cresce e desabrocha.
Ainda há tempo. Abandone esta idéia estúpida de estar à distância, separado e isolado. Isto você pode fazer depois que morrer! Então você terá tempo, mais do que suficiente. Pelo seu nome, parece que você é um cristão. Então, até o dia do julgamento final, você terá tempo mais do que suficiente. Você poderá viver como um monge em seu túmulo, e você poderá guardar a bíblia e o rosário com você. Mas enquanto você estiver vivo, enquanto esta imensa oportunidade estiver sendo dada a você, viva-a, alegre-se com ela.
Jesus disse repetidas vezes aos seus discípulos, 'alegrai-vos, alegrai-vos! novamente alegrai-vos!' Jesus não era um monge, ele era um homem vivo. Ele viveu com todo tipo de pessoas, os jogadores, os bêbados, as prostitutas, os pecadores, os cobradores de impostos. Ele viveu - e não com a idéia de que era 'mais santo do que você'; ele viveu com grande amizade. Ele gostava das festas que se prolongavam, das danças e da música. E, acredite, ele não estava constantemente evangelizando, ele fazia fofocas também. E ele bebia, ele gostava de vinho - e ele compartilhava isso com seus discípulos. O jejum não era o seu caminho, mas sim a festa.
Não seja monacal. Ser um homem é uma oportunidade tão grande que não há necessidade alguma de desperdiçá-la. E lembre-se de uma coisa: as coisas das quais você tem medo... de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando...
Por quem você está sentindo esse vasto amor? Só por você mesmo? Porque amar significa ter uma direção, um objeto. O amor é sempre endereçado a alguém. A quem o seu amor é endereçado? Você é como um envelope ainda não aberto: você nem mesmo leu o que está escrito na carta, você nem sabe se existe uma carta dentro ou se está simplesmente carregando um envelope vazio. A não ser que abra o envelope, você nunca saberá. Abra-o!
E lembre-se, o poço nunca se esgota porque no fundo ele é conectado ao oceano. (...)
continua no próximo post...
http://delasedeles.blog.terra.com.br/abra_seu_coracao_osho_parte_ii
OSHO - Zen: Zest, Zip, Zap and Zing - Capítulo 12 - Pergunta nº 1
Tradução: Sw. Bodhi Champak

O Executivo em Harmonia
Um Guia que Mostra Como Obter os Melhores Resultados na Vida Pessoal e Profissional por Meio do Equilíbrio Entre Corpo, Mente e Carreira
da Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4400.shtml
Num mundo em que a saúde dos executivos é fundamental para o desempenho das empresas, este livro oferece aos profissionais em posições de liderança uma abordagem proativa sobre como conquistar bem-estar físico, psicológico, espiritual e ético.
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Equilibrar amor e trabalho
"O Executivo em Harmonia", da Publifolha
Um tema central em nossa pesquisa e em nossos escritos é o equilíbrio. Referimo-nos ao equilíbrio entre diversas dimensões da vida para promover a saúde. Isso inclui equilíbrio entre atividades de trabalho e atividades não relacionadas a ele,entre atividades que requerem esforço e as que não requerem, entre tensão e relaxamento, entre tensão muscular dos grupos de músculos flexores e dos extensores, entre dar e receber nas relações com outras pessoas.
O médico grego Hipócrates é considerado o pai da medicina, e entre suas formulações clássicas estava a importância do equilíbrio no corpo como modo de evitar a doença e promover a saúde.
Ao responder à questão do que constitui uma vida feliz, saudável, Freud captou a noção de equilíbrio: sua resposta foi amor e trabalho. Há necessidade de dominar bem algo e de ter atividade produtiva,coisas boas para as pessoas,e também necessidade de ser alimentado,cuidado e se relacionar amorosamente com outras pessoas.
Equilibrar cabeça e coração não significa necessariamente dar 50% a cada um. Equilíbrio significa que a necessidade do executivo de realizar deve ser gratificada, e também a necessidade que ele tem de ser cuidado e provido. O dr. Smiley Blanton apontou a importância desse aspecto central da vida no livro Love or Perish (Ame ou Morra).
Segundo ele, é imperativo para os indivíduos na fase adulta madura amar outras pessoas, investir seu tempo e sua energia em outras pessoas, e cuidar delas, caso contrário eles correm o risco de ter sérias conseqüências para sua saúde, incluindo a morte prematura.
"O Executivo em Harmonia"
Autor: James Campbell Quick, Cary L. Cooper e Jonathan D. Quick
Editora: Publifolha
Páginas: 216
Livro: O que as mulheres não dizem aos homens
27/06/2006
Escrito em forma de bate-papo, parece que você está ouvindo o diálogo e não lendo, tal é a cadência da narrativa. “O que as mulheres não dizem aos homens”, reúne a experiência de uma das maiores ginecologistas do Brasil, Albertina Duarte e Rose Marie Muraro, escritora e uma das mais conhecidas militantes feministas do Brasil. É a união entre a prática e a intelectual, em uma linguagem extremamente fácil de ser compreendida.
As questões abordados no livro se iniciam com a primeira menstruação, passam pela idade adulta e chega à terceira idade. Elas falam sobre virgindade. Comentam a importância de mudar o enfoque do uso da camisinha e do medo de rejeição que os adolescentes sentem.
Estão presentes no livro as conseqüências de abuso sexual, as prostitutas e a interessante experiência que Albertina teve em aldeias indígenas.
O narrativa é permeada com reflexões das questões de gênero, ou seja, do enfoque e relacionamento entre homens e mulheres.
A perspectiva histórica não foi esquecida e é interessante notar as transformações pelas quais a sexualidade feminina vem passando. Se muitas coisas mudaram, outras nem tanto, um exemplo? Mulher ainda pode ser mal falada como era antigamente. A linha que separa é tênue.
Dividido em dezessete capítulos, o livro é realmente muito interessante vale a pena ser lido e guardado.
Título : O QUE AS MULHERES NÃO DIZEM AOS HOMENS
Autor : Rose Muraro e Albertina Duarte
Gênero : Ciências - Gênero
Páginas : 192
Formato : 16x23
http://www.wmulher.com.br/template.asp?canal=sexo&id_mater=3103
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"O que as Mulheres não Dizem aos Homens" mostra, em forma de diálogo entre as autoras, um mundo feminino completamente diferente daquele que a maioria das pessoas imagina. É o resultado do que costuma acontecer entre as quatro paredes de um consultório, onde as mulheres confessam intimidades que não diriam numa situação cotidiana.
A experiência adquirida na prática clínica pela ginecologista Albertina Duarte, que têm em seu currículo o atendimento de mais de 30 mil pacientes e já realizou mais de 20 mil partos, foi decisiva para que esses segredos fossem revelados por essas mulheres. No livro, dividido em fases que vai da adolescência à terceira idade, as autoras demonstram que as perplexidades, dúvidas e angústias não são somente das pacientes, mas da grande maioria das mulheres, independente de classe social ou etnia.
Segundo Rose Marie Muraro este livro não deve ser lido apenas por mulheres, mas também, e principalmente, por homens, para que eles possam descobrir quem realmente são as suas companheiras e, assim, tornar mais profunda e verdadeira a relação de um casal.
Sobre as autoras
As autoras se conheceram há 31 anos, no auge do movimento feminista no país.
Rose Marie Muraro tem 75 anos e mora no Rio de Janeiro. Em janeiro, foi eleita a patrona do feminismo no Brasil. É formada em Física e Economia, mas foi a partir do pioneirismo na militância feminista que construiu sua carreira. Em 1966, ao publicar "A Mulher na Construção do Mundo Futuro", deu início a uma série de livros contestadores, que revelaram temas como a sexualidade da mulher e seus direitos na sociedade.
Albertina Duarte tem 53 anos, é ginecologista em São Paulo e mestre e doutora pela USP. Atualmente coordena o Programa de Saúde do Adolescente do governo paulista
www1.caixa.gov.br/Imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6303912&tipo_noticia=
“Aparentar ter competência é tão importante
quanto a própria competência.”
(Chuck Lieppe)

http://www.geocities.com/eros_x111/econarciso.jpg
O mundo de Narciso
Vivemos num mundo governado pela ditadura da imagem. O triunfo da estética sobre a moral. Não são apenas as empresas encasteladas em suntuosas sedes, dotadas de marcas, logos e slogans cativantes, com suas campanhas publicitárias milionárias, seus demonstrativos financeiros reluzentemente azuis, suas estratégias comerciais expansionistas e suas políticas de incentivo que convertem, por decreto, “recursos humanos” em “talentos humanos” – até que a cortina de fumaça seja desanuviada –, que logram a sociedade.
O mundo de Narciso afeta as pessoas como as corporações. Você é tão belo quanto seus trajes e seu último corte de cabelo possam sinalizar. Tão bom quanto a procedência dos diplomas e a fluência em inúmeros idiomas possam indicar. Tão valorizado quanto a competência demonstrada e os resultados apresentados possam parecer.
Em tempos passados, ocasião que meus olhos não se atrevem a enxergar, a “embalagem” era menos representativa. As empresas eram aquilo que produziam. As pessoas eram o que demonstravam. A palavra valia tanto que bastava limitar-se ao “fio do bigode”. Éramos mais essência. E mais essenciais.
Os tempos modernos trouxeram a velocidade da comunicação, o excesso de informação, a imprescindibilidade dos contratos. Estradas mais largas, carros mais rápidos pelo preço de imóveis, em trânsitos mais congestionados e caóticos. Condutores perfumados com fragrâncias que custam o equivalente a três salários mínimos, vestindo ternos de valor similar a um ano de serviço árduo de um trabalhador braçal.
Houve uma época na qual os preços eram formados para remunerar custos e proporcionar uma margem de lucro. Havia mais oferta do que demanda. A equação inverteu-se e o preço passou a ser ministrado por esta entidade denominada consumidor. Hoje, preços são dados por pedaços minúsculos de tecido chamados etiqueta, marcas grafadas nas hastes de óculos, grifes estampadas no visor e na pulseira de relógios.
O mundo de Quimera
Por extensão, nossos relacionamentos pessoais espelham este mundo midiático que nos cerca. Como nos ensina um provérbio russo, “Não amamos as pessoas porque elas são bonitas, mas porque nos parecem bonitas porque as amamos”. O segredo da conquista é, singelamente, contemplar a fantasia.
O poeta francês André Breton dizia: “O que a gente esconde é mais ou menos o que os outros descobrem”. Bem adequado para quem escreveu o Manifesto Surrealista...
Balanços fraudados, currículos forjados, amores burlados. Vidas vividas na ilusão, imaginadas como devaneios à luz de uma quimera.
A Quimera era um monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. Imagem nada agradável. Imagem que, mais cedo ou mais tarde, materializa-se, ao cair do véu da percepção que não carrega consigo conteúdo, sinceridade e paixão.
* Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.
fonte : http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=3229